CENTRO DE ESTUDOS DO PROCORDIS

O Centro de Estudos do Procordis foi fundado em 1978 tendo como primeiro Presidente o Dr. Heraldo Victer, que inicialmente concentrou suas atividades na coordenação e ordenação dos estágios dos Acadêmicos de Medicina, que afluíam
em grande quantidade, principalmente no CTI/UCO.
O crescimento das atividades do Cepro foi se expandindo exponencialmente, que obrigou a Ter maior espaço físico e de atuação cientifica.
No presente momento é um órgão divulgador do trabalho médico e cientifico de todos os serviços do Procordis, como principal agente promotor da Educação Continuada em Cardiologia.
Principais atividades do CEPRO:
ESTÁGIOS:
- Estágios de Acadêmicos de Medicina em 3 grandes Serviços do Procordis – CTI – UCO – UCI.
Os estágios são destinados ao exercício das atividades intensivas em pacientes críticos, sob supervisão dos Médicos Plantonistas e do Rotina, com a finalidade de aprendizado em executar procedimentos próprios invasivos e não invasivos, e principalmente nas tomadas de decisão. A carga horária é de 12 horas semanais, com período mínimo de seis meses.
No CTI =São dois Estagiários com ajuda de custo, e quatro voluntários.
Na UCO =Um Estagiário voluntário.
Na UCI = Um Estagiário com ajuda de custo.
- Estágios de Alunos do Curso de Especialização em Cardiologia da UFF.
Tem como tarefa de aprendizado a participação nas atividades profissionais em diferentes Serviços, sob a supervisão dos respectivos Chefes dos Serviços.
Na Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, na Cirurgia Cardíaca, no Pós Operatório, na UCO, e na Ecocardiografia.
- Internato em Cardiologia – em fase de implantação – com a Universidade de Nova Iguaçu, sob a supervisão do Prof. Herval Silveira – Prof. Cardiologia UNIG.
- Estágio de Fisioterapia , sob a supervisão geral da Prof. Adalgisa Mafra Moreno, com a Universidade Salgado de Oliveira UNIVERSO.
São 16 estagiários, em regime integral de funcionamento, com orientação de 4 fisioterapeutas seniores, experientes, com atuação direta em todos os setores do Hospital.
Este estágio vem se realizando há mais de 6 anos, com excelente resultados, com formação profissional continua , tendo obtido nestes anos um número expressivo de Fisioterapeutas formados, embasados na experiência adquirida no Procordis.
- Estágio no Serviço de Nutrição – realização de tarefas próprias da Produção das Refeições e tarefas relativas à prática da Dietoterapia em pacientes internados ou em regimem ambulatorial, sob supervisão direta da Nutricionista Chefe.
- Criação da Atividade de Fonoaudiologia em paciente críticos no CTI e UCI, principalmente naqueles com problema neurológico agudo.
- Estágio de Enfermagem – Alunos do Curso de Enfermagem da Universidade Estácio de Sá, sob a supervisão do Enfermeiro Chefe.
REUNIÕES CIENTÍFICAS:
- Sessões clinicas semanais – realizada toda 4ª feira das 8 às 9 hs (uma vez por semana) com apresentação de um caso clinico ocorrido em um dos serviços, para conhecimento e discussão do staff médico do Procordis e convidados.
A apresentação é feita por algum médico da Casa, e a sessão é coordenada por um outro médico, num sistema de rodízio, dando desta forma, oportunidade para que todos possam participar de forma ativa, e ao mesmo tempo, permitindo que todos os Serviços mostrem sua experiência.
Após a sessão é servido um lauto café da manhã, absolutamente saudável, com frutas e demais alimentos adequados à uma dieta apropriada à saúde cardiovascular.
- Reuniões Científicas especificas dos Serviços.
Toda Segunda feira à noite às 19 h – reunião do CTI.
- Reuniões científicas da Fisioterapia. –Prof. Adalgisa Moreno
- Reuniões científicas da Bioestatística- Prof Antonio Cláudio Nogueira
A HISTÓRIA DA CARDIOLOGIA EM NITERÓI
Da Fundação do Procordis aos Avanços da Cirurgia Cardíaca
Dr. Heraldo Victer
Médico Cardiologista, Diretor Científico do Procordis / Presidente do Centro de Estudos do Procordis
Com o objetivo de oferecer assistência médica, ininterrupta, a qualquer hora do dia ou noite, um grupo de cardiologistas decidiu fundar, em 1965, o PROCORDIS, clínica cardiológica que veio marcar a medicina e a vida social de Niterói.
Foi uma das maiores conquistas da classe, uma convergência de vários médicos, independentes de suas origens. Dividiam-se em três principais grupos: experientes e maduros, representados pelo Dr. Eduardo Kraichete, Dr. Antonio Carlos Galvão, e o Dr. Herman Baron. Eles tiveram grande visão de chamar outros médicos para fazer parte desta iniciativa. Um segundo grupo, com trabalhos comprovados na clínica, Dr. Valdemar Wanderley, Dr. Salvador, Dr. Paulo Carlos de Almeida, Dr. Júlio Chachamovitz, que formaram o grupo intermediário. Um terceiro grupo de jovens médicos recém-formados, em número maior, que compunha em torno de 18 cardiologistas como os Drs. Heraldo Victer, Luiz José Martins Romeo, Gustavo Erthal e se somaram a estes os Drs. Sérgio Manhães, Ângelo Tedeschi, Marcello Sena, entre outros (que vieram posteriormente)
Em 1972, foi inaugurada a primeira Unidade de Terapia Intensiva pelo Dr. Júlio Chachamovitz com 4 leitos, que se expandiu se transformando em Unidade Coronária (exclusiva para angina e Infarto) e CTI para as demais patologias clínicas.
A evolução da cardiologia teve um grande desenvolvimento entre 1977 e 1980, através dos Drs. Salvador Borges Filho e Ary Mattos, responsáveis pela instalação do Serviço de Hemodinâmica no PROCORDIS. Com a transferência da clínica para o bairro de Santa Rosa, numa instalação física mais ampla e com o novo serviço, o PROCORDIS obteve o marco de sua segunda fase, com diagnóstico de tecnologia mais sofisticada e avançada. Houve um grande desenvolvimento da cardiologia de Niterói, permitindo realizar o tratamento trombolítico com a estreptoquinase, substância que dissolve o trombo, que obstrui a artéria coronária no infarto agudo do miocárdio.
No entanto, a cardiologia continuava a crescer, e em 1997, houve uma melhoria radical no atendimento do PROCORDIS, quando foi criado o serviço de cirurgia cardíaca, com Dr. Geraldo Ramalho e sua equipe, favorecendo a realização das cirurgias cardíacas e a viabilização da angioplastia coronária. Assim, os serviços ficaram atualizados, possibilitando a realização do cateterismo cardíaco imediato ao pronto-atendimento do paciente e, se necessário, fazer a angioplastia ou a própria cirurgia cardíaca numa seqüência.
Esse foi o grande salto de qualidade no PROCORDIS e, sem dúvida, marcou a história de Niterói, pois permitiu que um único Centro pudesse reunir todos os tipos de tratamentos e o paciente obter a assistência completa de sua doença.
A CIRURGIA CARDÍACA EM NITERÓI – Um pequeno esboço
Foi por volta de 1955, que a cirurgia cardíaca na Cidade de Niterói começou, através do entusiasta cirurgião Dr. Washington Rego Pinto. Ele esteve nos Estados Unidos para aprender as novas técnicas em cirurgia cardíaca. A cirurgia cardíaca em sua primeira fase não dispunha do equipamento moderno chamado ‘circulação extracorpórea’. Somente eram realizadas operações que não necessitassem de desviar a circulação do coração e fazer a devida parada. Só eram tratadas as doenças que não precisassem desse método para abrir as cavidades do coração. Em geral, as operações eram por causa das más formações congênitas,
Outro tipo de operação também, na época, era de crianças que nasciam roxas, doença chamada de tetralogia de Fallot. As cirurgias nos primeiros casos foram operadas no HUAP com os cirurgiões: Dr. Washington Pinto, José Mauro, José Guasti, Carlos Augusto Bittencourt Silva, Acad. Geraldo Ramalho, Cardiologista: Eduardo Kraichete, Anestesistas: Ney Santos, Fernando Laranja. A cirurgia de estenose mitral era bastante comum no Brasil, pois a febre reumática sempre foi uma doença comum na população de baixa renda, que leva complicações futuras nas válvulas do coração. Nessa época, entre 1955 e 1957, os cirurgiões podiam operar com a introdução do seu próprio dedo indicador na cavidade do átrio esquerdo para abrir a estenose da válvula mitral.
Com o advento da “circulação extracorpórea” (CEC), um método que desvia o sangue do coração durante a operação e, ao mesmo tempo, oxigena o pulmão (coração-pulmão artificial), possibilitou ao cirurgião a oportunidade de fazer qualquer procedimento no coração. É um método usado rotineiramente podendo corrigir qualquer patologia que o coração tenha: as cardiopatias congênitas, todas possíveis de correções cirúrgicas; as lesões das válvulas cardíacas e, recentemente, as doenças das artérias coronárias. Até o transplante cardíaco se tornou possível com este método de CEC. O órgão do doador é implantado no receptor, depois de se fazer todas as ligações e devidas suturas, desliga-se a máquina coração-pulmão artificial e o novo coração começa a funcionar.
Em Niterói, esta nova técnica revolucionária começou, conforme dita acima, com o Dr. Washington Rego Pinto, no Hospital Getúlio Vargas Filho. Instalou um laboratório de cirurgia experimental e treinou uma equipe inteira de enfermeiros, anestesistas, laboratoristas e fisiologistas, em um trabalho experimental com cães. Também instalou na Fábrica de Cimento Mauá, em São Gonçalo, um laboratório experimental com autorização da direção da companhia e, posteriormente, criou com um grupo de cirurgiões colaboradores de seu trabalho, o serviço de cirurgia cardíaca no Hospital Santa Cruz. Em 1970, foi reestruturado e fortalecido o serviço de cirurgia cardíaca do Hospital Santa Cruz, cuja equipe formada por Dr. Geraldo Ramalho, Luiz Felipe Judice, Gladystone Luis Lima Souto, David Telles, Oriane Almeida, Vander Cortese e João Carlos de Moura Souto, e os cardiologistas Valdemar Wanderley, Salvador Borges Filho, Heraldo Victer, Paulo Carlos de Almeida, Jorge Salim, Mário Olavo Verani e Eduardo Marmo de Souza e o anestesista Dr. Ney Santos., fizeram o momento maior da cardiologia de Niterói, com um movimento acentuado de pacientes, oriundos de todo o Estado do Rio, com uma produção científica altamente qualificada, conquistando uma extraordinária repercussão científica.
Participando desde o início das primeiras cirurgias cardíacas como estudante em Medicina, em 1955, o Dr. Geraldo Ramalho acompanhou todas as fases do desenvolvimento da cirurgia cardíaca, em Niterói.
Em 1998, uma nova fase desenvolvimentista tomou conta do PROCORDIS, com a inauguração do Serviço de Cirurgia Cardíaca. O Dr. Geraldo Ramalho foi convidado para implantar a cirurgia cardíaca no PROCORDIS. O Hospital ofereceu todas as facilidades para a implementação, com todos os materiais necessários e de última geração. E hoje, se faz um trabalho de rotina, opera-se diariamente na instituição.
A cardiologia moderna de hoje não pode prescindir do cardiologista clínico, do hemodinamicista e do cirurgião cardiovascular. Esse trinômio totaliza toda a gama de tratamentos que os doentes possam necessitar.
CURSO DE ABORDAGEM DE VIAS AÉREAS E CONDUTAS NA VIA AÉREA DIFÍCIL

CURSO DE EMERGÊNCIA CARDIOLÁGICA

PSICANÁLISE COMO OPÇÃO: UMA ESCUTA PARTICULAR

CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM CARDIOLOGIA

INICIADO O ” I CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM CARDIOLOGIA DO PROCORDIS”
PROMOVIDO PELO CENTRO DE ESTUDOS DO PROCORDIS, NO DIA 05 DE ABRIL DE 2008 - SÁBADO NA SALA 1.
O SUCESSOFOI TOTAL PELO BRILHANTISMO DOS PROFESSORES E TEOR DAS AULAS MINISTRADAS.
1- O Prof. Antonio Claudio Nóbrega proferiu duas aulas sobre os princípios básicos da Fisiologia Cardiovascular
cuja repercussão foi importante aos presentes.
2- A outra aula foi dada pela Dra. Suzana Alves, Membro do Corpo Docente do Procardíaco, com Doutorado em Medicina Baseada em Evidência, que desenvolveu o tema "Construção do Diagnóstico em Cardiologia" com ênfase aos problemas médicos que ocorrem na Emergência, sobre sensibilidade e especificidade, fator preditivo positivo e negativo, e finalmente arazão de verossimilhança, de grande valia ao raciocínio clinico.
3- No final das aulas, o Dr. Heraldo Victer Presidente do CEPRO, agradeceu a todos e enalteceu a importância do
evento ao conhecimento cardiológico.
Presença dos Drs. Romêo, Cynthia, Marcello Sena, João Jazbik, Gustavo Campos, Heraldo Victer.
AULAS AOS SÁBADOS DAS 9 ÀS 12 HORAS
CURSO DE VENTILAÇÃO MECÂNICA

INICIADO O ” CURSO DE VENTILAÇÃO MECÂNICA”
PROMOVIDO PELO CEPRO - CENTRO DE ESTUDOS DO PROCORDIS -
NO DIA 05 DE ABRIL DE 2008 - SÁBADO NA SALA 3.
MINISTRADO PELO Prof. Dr. MARCO ANTÔNIO.
10 SUPERALIMENTOS QUE AJUDAM À CONQUISTA DO “BEM ESTAR”
Uma alimentação cheia de poderes especiais derrota a balança e combate doenças.
Dieta saudável é sinônimo de variedade no prato. Mas que tal incluir nessa seleção alguns alimentos saudáveis quando o assunto é combater os quilinhos a mais?
10 delícias (entre elas, bebidas) favoráveis ao emagrecimento e à longevidade (um cardápio especial para cada pessoa)
Porem, atenção: A luta contra o ponteiro da balança não se consegue nada sozinho, trata-se de um trabalho de EQUIPE. Não é porque a maçã está na lista, que você irá riscar todas as outras frutas do cardápio. Lembre-se da importância de um menu balanceado.
Arroz integral:típico integrante das refeições dos brasileiros, o arroz tradicional deve ser substituído de vez pelo integral. Nessa versão, a película que reveste o grão é mantida e, com ela, são preservadas fibras, vitaminas e os minerais desperdiçados quando o arroz é polido. As calorias dos dois tipos são praticamente as mesmas, mas o arroz integral é muito mais saudável.

Feijão: mais um tradicional participante do prato brasileiro, esse tipo de leguminosa é rico em proteínas e livre de gordura saturada. O que isso quer dizer? Fazer a refeição sem a preocupação com os níveis do mau colesterol (LDL). Possui muita fibra solúvel e ferro.
Peixes: são fontes de Ômega-3, um tipo de gordura importante na composição da membrana celular. Também desempenha um papel relevante na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares. Com a pouca caloria, os peixes contribuem para manter o equilíbrio da balança e ajudam à saúde.
Granola: trigo e aveia integrais são a base dessa mistura que torna o café-da-manhã muito mais energético. Os cereais integrais mantêm o metabolismo dos carbohidratos no sangue equilibrado, prevenindo o desenvolvimento do diabetes. A granola ainda melhora o funcionamento do intestino, previne doenças cardíacas e alguns tipos de câncer do intestino.
Aveia é rica em fibras solúveis.
Nozes: elas se destacam pelo alto valor nutricional: são ricas em proteínas, gordura insaturada, vitamina E, potássio e fibras. As nozes ajudam não só o emagrecimento, como a manutenção do peso. Só não exagere na dose, pois a ingestão excessiva pode levar ao ganho de peso. Elas rendem um ótimo lanche entre as refeições principais. Uma porção de seis unidades contém 115 calorias.
Maçã: 83% da composição dessa fruta é derivada da água, fazendo com que seu valor calórico seja baixo (a unidade tem apenas 60 calorias). A maçã ainda é rica em fibras, vitaminas, minerais e pobre em gorduras. Na hora do consumo, nada de descartar a casca (talos e cascas rendem receitas incríveis). Ela é fonte de fibras e de diversos nutrientes. “Coma uma maça por dia e deixe o médico distante”
Tomate: entre tantos benefícios, o tomate está relacionado à prevenção de doenças da próstata, pulmão e estômago (não existe prova científica). A melhor forma para usufruir todas as vantagens do legume é ingeri-lo cozido.
Água: ainda está para existir uma bebida que supere a qualidade da água. Além de despontar como líder no ranking dos hidratantes, ela é capaz de espantar a sensação de fome se consumida regularmente ao longo do dia desde, é claro, que você não pule nenhuma refeição. E o melhor de tudo é que ela não agrega nenhuma caloria à sua dieta. Beber pelo menos 2 litros/dia.
Chás: são ótimos estimulantes da função renal e ajudam a eliminar as toxinas com seu poder diurético. Durante a perda de peso, o chá favorece a pouca ingestão de alimentos, diminuindo assim, as calorias totais do dia. O Chá preto tem alta concentração de cafeína, devendo ser tomado com moderação. Os demais chás são recomendáveis, em seus diferentes tipos.
Evitar: Carbohidratos refinados, álcool, alimentos industrializados, gordurosos, frituras, embutidos, açúcar refinado, refrigerantes, etc.
Controlar: Ingestão de sal.
Estimular: A prática de atividades físicas.
O SAL – esse inimigo sedutor.
Heraldo Victer
Presidente do Centro de Estudos do Procordis
O SAL
É o tempero mais utilizado nas refeições pela maioria das pessoas, considerado uma preferência universal.
A sensação de prazer causada pelo sal às papilas degustativas na língua, pode levar se adquirir um hábito alimentar, com forte presença do sal.
O seu uso em quantidade elevada, por tempo prolongado, pode causar dependência sensitiva ao seu gosto, a ponto que, o seu excesso na alimentação não seja mais notada. Os efeitos tardios do consumo elevado do sal, podem ser indesejáveis, como a persistente elevação da pressão arterial
Vários estudos populacionais (1) (2) (3) realizados com objetivo de estudar o comportamento do organismo humano ante a presença de elevada ingestão de cloreto de sódio nos alimentos, vieram demonstrar a estreita relação existente entre o alto consumo de sal e maior existência de HAS. (1) (2) (3)
O Japão é um exemplo típico desta assertiva, pois possuindo hábitos alimentares com grande ingestão de sódio, apresenta na sua população um maior número de casos de hipertensão arterial, em comparação a outros paises.
Também nos EEUU onde o consumo de sal é elevado, com 10g/dia, observa a presença de 50 milhões de portadores de hipertensão arterial (1 em cada 5 adultos).(AHA Statisitics/2002)
No Brasil, vem ocorrendo um aumento progressivo do número de pessoas hipertensas (1 para cada 7 adultos), provavelmente com a participação dos alimentares ricos em sal, como por exemplo, fast food.
Ao contrário, em algumas regiões da África e da China, onde a ingestão de sódio é baixa, a presença de hipertensão arterial também é baixa. (2) (3) Os índios Ianomanis, da região norte do Brasil, que sempre desconheceram a existência do sal, possuem sua pressão arterial (PA) nos limites normais baixos.
Nos paises desenvolvidos, cujos alimentos industrializados ricos em sódio, são freqüentemente consumidos nas refeições diárias, apresentam alta prevalência de hipertensão arterial.
Este estilo de vida que o homem moderno paga pela facilidade de se obter os alimentos pré-preparados (congelados, em conserva, enlatados, embutidos, etc), tem um preço à sua saúde, qual seja, permitindo o aparecimento da HAS.
Diante de tão preocupante situação epidemiológica e na tentativa de deter o crescente número de pacientes com a PA elevada, a junta de prevenção, avaliação e tratamento da has (4) recomenda aos médicos e toda população em geral, a absoluta necessidade do controle da ingestão de cloreto de sódio, que deve ser moderado a baixo.
Um fato importante a ser considerado é que nem todas as pessoas respondem igualmente a ingestão do sal. Uma mesma cota elevada de sal não determina a mesma resposta das cifras tensionais em vários grupos estudados. Da mesma forma, quando da restrição de sal, a pressão arterial tende a se reduzir, porém não uniformemente em diferentes pessoas. (1) (2) (3) (5) (6)
Indivíduos “sal sensíveis” são os que possuem uma resposta mais à ingestão de sódio, como p. ex os idosos, diabéticos, obesos e os afros-descendentes.
A resposta bioquímica da ingestão de sódio é individual, e embora haja elevação da PA, pode não ocorrer hipertensão arterial em algumas pessoas. (2)
A hipertensão arterial sistêmica –HAS – é uma condição clinica patológica, de nenhuma ou leve sintomatologia, cuja causa é absolutamente desconhecida em 90 % dos casos (primária), enquanto nos demais 10 % são causas conhecidas (secundária).
Vários fatores ou situações clínicas são considerados favorecedores à HAS, como sexo, idade, cor, raça, história familiar, obesidade, etilismo e hábitos alimentares. Esses, principalmente pelo uso excessivo de alimentos salgados.
No corpo humano o sódio atua como uma esponja, retendo água nos tecidos, intensificando a reabsorção de água nos túbulos renais, com aumento da volemia. O excesso de sal favorece sua retenção nas paredes arteriais, com conseqüente vasoconstricção
Essas ocorrências elevam a pressão arterial, que nos indivíduos normais são prontamente corrigidas, principalmente pela maior diurese e restabelecimento do equilíbrio hidro-eletrolítico.
A alta ingestão de sal por um tempo prolongado, leva à uma adaptação bioquímica a esse novo regime adverso com maior oferta de sódio, cujo modelo se expressa pela permanente elevação da pressão arterial.
A necessidade diária metabólica de sal gira em torno de 2g/dia, quantidade essa já existente intrinsicamente nos próprios alimentos. Não haveria necessidade de maior quantidade de sal a ser acrescentada à comida, contudo, estudos clínicos (5) vieram demonstrar não existir problema na adição do sal aos alimentos, no total de 4g/dia.
A quantidade máxima de sal permitida a ser adicionada às refeições diariamente é de 4g, que corresponde a uma colher rasa de café no almoço e uma colher rasa de café no jantar. A pessoa responsável pela elaboração da comida deve calcular a quantidade total de sal a ser utilizada, de tal modo que a cota de cada pessoa não seja ultrapassada.
O uso do saleiro à mesa é absolutamente condenada, uma vez que já foi adicionado o sal permitido, e ainda mais, a quantidade de sal que sai pelo saleiro é de difícil controle.
Um regra prática para se calcular o consumo de sal numa família, consiste em se multiplicar o número de pessoas existentes numa casa, incluindo familiares e empregados, por 4.
P.ex: numa casa de cinco pessoas, o consumo diário de sal deve ser de 20g ou 600 gramas por mês. O saco de sal de 1 kg tem que durar um mês e meio.
A grande maioria dos adultos não gosta do sabor dos alimentos com pouco sal, pois aqueles com forte gosto do sal são os preferidos. Esse hábito provavelmente foi adquirido na infância e adolescência, e pode se transformar em paradigma de qualidade. Esta é a sedução que o sal utiliza para conquistar a nós todos.
A cultura alimentar é uma das mais fortes expressões do estilo de vida de uma população, de difícil modificação. A culinária é uma atividade muito apreciada, uma arte possuidora de características próprias de cada região geográfica. Os hábitos alimentares estão enraizados na experiência da vida de várias gerações, e para torná-los saudáveis, é preciso muita habilidade.
O papel do médico é alertar à população dos riscos que podem ser evitados, ressaltando a importância da prevenção da HAS.
O principal tratamento da hipertensão arterial consiste na intervenção não farmacológica, ou seja, através de medidas higieno-dietéticas, cujo o vértix é o uso moderado do sal. (7)
No curso do controle da PA, em que a dieta hipossódica vai se tornando um hábito constante e natural na vida do hipertensão, a necessidade de medicamentos anti-hipertensivos, será menor, até atingir o ponto ideal de não mais precisa-los para controle da PA.
Criar um estilo de vida saudável, com reeducação alimentar e redução de alimentos ricos em sódio. Resgatar o prazer dos verdadeiros sabores dos alimentos, sem estarem envolvidos pelo sal.
Claro que outra medidas devam ser tomadas, como:corrigir o peso corporal, manter uma vida ativa, com exercícios fisicos regulares, pois a atividade física possui uma benéfica participação no controle da Hipertensão Arterial, Diabetes e Obesidade. (7) (8).
** A Pressão Arterial deve ser tomada por duas ou três verificações repetidas, com a pessoa sentada confortavelmente.
RELAÇÃO DE ALGUNS ALIMENTOS E QTE. DE SAL:
Quantidade de sal (Na Cl) contida em cada 100 gramas dos alimentos. (para cada 2.5 g de sal existe 1 g de sódio).
Bacalhau |
14.3g |
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Azeitona |
3.0 g |
Carne de sol |
10.8g |
|
Pizza |
2.8g |
Charque |
10.8g |
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Batata chips |
2.0g |
Paio |
6.6g |
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Pão Francês |
1.6g |
Molho Inglês shoyo |
6.0g |
|
Macarrão |
1.0g |
Salame |
5.3g |
|
Requeijão |
1.0g |
Presunto |
4.8g |
|
Carne magra |
0.3g |
Picles |
3.0g |
|
Peixe |
0.3g |
Conservas |
3.0g |
|
Galinha |
0.3g |
Lingüiça Mortadela |
3.0g |
|
Peru |
0.3g |
Provolone |
3.0g |
|
Ricota |
0.3g |
Referências bibliográficas:
- Trowell HC: Salt and Hypertension. Lancet 1980;2:88.
- Gupta LK and Gupta V. Should Salt Restriction be Advised for Every Patient with Hypertension ? Heart Dis 4 (6):397-398,2002.
- Kaplan NM. Evidence in Favor of Moderate Dietary Sodium Reduction. American Journal of Hypertension 2000-vol.13, No. 1, Part 1.
- The Sixth Report of the Joint National Committee on Prevention, Detection, Evaluation and Treatment of High Blood Pressure. Arch Intern Med 1997; 157:2413-2446.
- Cutler JA, Follman D, Allender PS. Randomized trials of sodium reduction: an overview. Am J Clin Nutr 1997;65 (Suppl): 643S-651S.
- Sacks FM, Svetkey LP, Vollmer WM et al. Effects on blood pressure on reduced dietary sodium and the Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) diet. N Eng J Med 2001;344:3-10.
- He J, Whelton PK, Appel LJ et al. Long-term effects of weight loss and dietary sodium reduction on incidence of hypertension. Hypertension 2000;35:549.
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